APLICABILIDADE DO RORSCHACH (R-PAS) NO CONTEXTO FORENSE: UTILIZAÇÃO DE INDICADORES DE TRANSTORNOS PSICÓTICOS (DISTORÇÃO DA REALIDADE) EM PERÍCIAS DE INIMPUTABILIDADE
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Resumo
Objetivo: analisar, por meio de uma revisão integrada da literatura, a utilidade e a validade dos indicadores de distorção da realidade do Rorschach (R-PAS) no contexto das perícias forenses de inimputabilidade penal. Metodologia: é uma pesquisa bibliográfica integrativa, de natureza básica, abordagem qualitativa, descritivo-exploratória, com consulta às bases de dados PsycINFO, PubMed, SciELO, PePSIC e Google Acadêmico, sendo selecionados documentos em português e inglês, compreendendo o período de 1987 a 2026, contendo os termos Rorschach, R-PAS, transtorno psicótico, distorção da realidade, inimputabilidade, perícia forense, simulação, malingering e avaliação psicológica forense e psychotic disorder, distortion of reality, lack of criminal responsibility, forensic assessment, simulation, malingering, and forensic psychological evaluation, selecionando-se 9 artigos que são norteadores desta pesquisa. Resultados: A análise comparativa dos estudos demonstra que a resistência à manipulação consciente diferencia o Rorschach de inventários de autorrelato, consolidando-o como o instrumento para perícias de inimputabilidade. Embora alguns indivíduos consigam mimetizar distorções perceptivas brutas, eles falham sistematicamente em reproduzir a desorganização lógica do pensamento, característica de quadros psicóticos genuínos. No caso emblemático de Suzane von Richthofen, ficou evidente uma racionalidade instrumental intacta, desprovida de qualquer sintomatologia psicótica, delírio ou perturbação cognitiva, com preservação das capacidades cognitivas e volitivas que afastam a inimputabilidade. Considerações finais: A literatura aponta para uma validade do Método de Rorschach (R-PAS) na detecção de simulação de sintomas graves de transtornos psicóticos e tentativas de distorção da realidade para escapar das penas criminais. Com base na lacuna de estudos brasileiros sobre essa temática, sugere-se a realização de estudos futuros que correlacionem os escores padrão do R-PAS com os critérios da Escala Hare (PCL-R) em populações carcerárias brasileiras.
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