BURNOUT NA GERAÇÃO Z: CONTRIBUIÇÕES DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE SINTOMAS EMOCIONAIS E OCUPACIONAIS
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Resumo
Objetivo: elencar as principais características atribuídas aos trabalhadores da Geração Z, e a ocorrência de adoecimentos psíquicos no contexto de trabalho por Burnout, elencando os principais sintomas apresentados por jovens adultos e identificando os instrumentos de avaliação psicológica mais utilizados na investigação da Síndrome de Burnout, de modo a contribuir com as discussões acerca da importância da avaliação psicológica na prevenção e intervenção em saúde mental no ambiente laboral. Metodologia: é uma pesquisa bibliográfica integrativa, de natureza básica, abordagem qualitativa, descritivo-exploratória, com consulta às bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia (BVS-PSI), Scientific Electronic Library Online (SciELO), LILACS e a PUBMED, nos idiomas português, espanhol e inglês, compreendendo o período de 2015 a 2026, contendo os termos geração Z, avaliação psicológica, Síndrome de Burnout, trabalho, saúde mental, generation Z, psychological assessment, Burnout Syndrome, work, mental health, generación Z, evaluación psicológica, Síndrome de agotamiento, trabajo, salud mental, selecionando-se 15 trabalhos em português, que são norteadores desta pesquisa. Resultados: A Geração Z apresenta características como elevada familiaridade com as tecnologias digitais, valorização da autonomia, busca por propósito, interesse pelo desenvolvimento contínuo e preferência por ambientes de trabalho colaborativos e pautados em feedback constante. Embora esses atributos possam favorecer a inovação, a adaptabilidade e o desempenho organizacional, também se observa que as elevadas expectativas em relação ao trabalho, aliadas às exigências do mercado contemporâneo, à instabilidade profissional e às pressões por resultados, podem aumentar a exposição desses jovens a fatores de risco psicossociais. O desenvolvimento precoce da Síndrome de Burnout na Geração Z aborda uma perspectiva multifatorial, resultante da interação dinâmica entre vulnerabilidades individuais, demandas acadêmicas e características do contexto ocupacional. Entre os sintomas mais frequentemente observados nessa população de jovens adultos destacam-se fadiga persistente, esgotamento emocional, alterações do sono, irritabilidade, dificuldades de concentração, sentimentos de incompetência, desmotivação, ansiedade, redução da produtividade e sintomas depressivos, que podem evoluir para afastamentos laborais e comprometimento da saúde global caso não sejam identificados precocemente. A avaliação psicológica é essencial na investigação da Síndrome de Burnout, permitindo identificar precocemente fatores de risco, monitorar indicadores de saúde mental e subsidiar intervenções clínicas e organizacionais baseadas em evidências. No Brasil, a Escala Brasileira de Burnout (EBBurn) é comumente utilizada em conjunto com escalas de ansiedade, depressão, estresse ocupacional, qualidade de vida e fatores psicossociais, permitindo uma avaliação mais abrangente das condições de saúde mental dos trabalhadores. No contexto internacional tem-se o Maslach Burnout Inventory (MBI) como o instrumento mais amplamente empregado para avaliação de Burnout, além do Oldenburg Burnout Inventory (OLBI), e do Copenhagen Burnout Inventory (CBI). Considerações finais: A literatura apresenta lacunas relacionadas aos processos de avaliação psicológica dos trabalhadores da Geração Z, carecendo de investigação das particularidades geracionais, dos fatores psicossociais associados ao início da carreira e da utilização integrada de instrumentos psicológicos validados para fins preventivos. São relativamente escassos estudos que integrem, de forma específica, as características da Geração Z, a ocorrência da Síndrome de Burnout e o papel da avaliação psicológica baseada em instrumentos cientificamente validados.
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