LITERATURA, TRABALHO E FORMAÇÃO HUMANA: UMA LEITURA DE EXTENSÃO DO DOMÍNIO DA LUTA, DE MICHEL HOUELLEBECQ, NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
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Resumo
Este artigo analisa Extensão do domínio da luta (1994), de Michel Houellebecq, articulando a representação literária do trabalho, da técnica, da competição e do ressentimento ao problema da formação humana na educação contemporânea. Derivado de pesquisa anterior sobre transgressão e simulacro, o estudo preserva a análise literária do romance, mas amplia seu horizonte para discutir como a racionalidade concorrencial atravessa trabalho, consumo, sexualidade e modos de subjetivação. Por meio de pesquisa bibliográfica e interpretativa, argumenta-se que a literatura pode contribuir para a formação crítica ao tornar visíveis contradições entre autonomia, desempenho, reconhecimento e isolamento. O romance não é tratado como diagnóstico sociológico transparente nem como material didático instrumental, mas como forma estética capaz de problematizar a naturalização da competição e da mensuração do valor individual. Conclui-se que a leitura literária do mundo do trabalho pode integrar processos educativos voltados à formação humana, especialmente na educação superior e profissional, ao favorecer reflexão sobre técnica, produtividade, subjetividade, vínculos sociais e sentido do trabalho.
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