LITERATURA, FORMAÇÃO CRÍTICA E PRÁTICAS DE LEITURA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: CONTRIBUIÇÕES DE MICHEL FOUCAULT PARA PENSAR LINGUAGEM, TRANSGRESSÃO E ENSINO

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João Paulo de Azevedo

Resumo

O artigo examina a relação entre literatura, linguagem e formação crítica a partir de escritos de Michel Foucault dos anos 1960. Partindo da concepção da literatura como experiência do limite, exterioridade e contradiscurso, discute-se de que modo a leitura literária pode contribuir para práticas formativas na educação superior sem ser reduzida a instrumento de transmissão de conteúdos. O estudo, de natureza bibliográfica e conceitual, reelabora resultados de pesquisa anterior sobre a noção foucaultiana de literatura moderna e os articula ao problema educacional da formação de leitores capazes de interrogar regimes estabilizados de significação, autoria, verdade e sujeito. Argumenta-se que a potência pedagógica da literatura reside menos na oferta de respostas normativas do que na criação de situações de leitura em que estudantes possam reconhecer a historicidade dos discursos, comparar posições de enunciação e problematizar evidências. Conclui-se que a contribuição de Foucault para a educação literária está na possibilidade de compreender a leitura como prática crítica, reflexiva e aberta à diferença, especialmente relevante à formação universitária.

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Como Citar
AZEVEDO, J. P. de. LITERATURA, FORMAÇÃO CRÍTICA E PRÁTICAS DE LEITURA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: CONTRIBUIÇÕES DE MICHEL FOUCAULT PARA PENSAR LINGUAGEM, TRANSGRESSÃO E ENSINO. Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica, Brasil, v. 5, n. 24, 2026. DOI: 10.47402/remici.v5n24282828. Disponível em: https://remici.com.br/index.php/revista/article/view/1031. Acesso em: 21 out. 2026.
Seção
Artigos

Referências

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