AVALIAÇÃO ESCOLAR NA EJA EM ALAGOAS: INCLUSÃO ESTATÍSTICA, PERMANÊNCIA QUALIFICADA E OS LIMITES DA FLEXIBILIZAÇÃO DA REPROVAÇÃO

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Cyntia Micheline Victor de Oliveira
Fabricio José Rocha Tenorio Lisboa
Francinete Alessandra Sarinho de Sousa Ferreira
Jone Sidney Alves de Oliveira
Sidcley Vasconcelos Barbosa
Magno de Souza Holanda

Resumo

Este artigo analisa os desafios da avaliação escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no estado de Alagoas, articulando a discussão sobre flexibilização da reprovação ao contexto das políticas públicas locais de inclusão educacional. A investigação dialoga especialmente com as experiências do Programa Vem que Dá Tempo, voltado à conclusão do ensino fundamental, e da EJA Modular, direcionada ao ensino médio, compreendendo-as como estratégias de ampliação do acesso e da permanência em um estado marcado por desigualdades históricas profundas. A pesquisa, de caráter bibliográfico, documental e empírico, fundamenta-se em autores como Paulo Freire, Dermeval Saviani, José Carlos Libâneo, Cipriano Carlos Luckesi, Miguel Arroyo e Philippe Perrenoud, além de legislação nacional, normativas educacionais do Estado de Alagoas e dados coletados por meio de entrevista semiestruturada com o coordenador pedagógico da EJA e questionários aplicados a quatro professores da rede pública. A análise introduz o conceito de "inclusão estatística" para nomear um fenômeno recorrente na EJA: a aprovação formal e a certificação escolar utilizadas como indicadores de sucesso das políticas educacionais sem que isso corresponda a aprendizagens efetivas. Em contraponto, propõe a noção de permanência qualificada, que distingue a presença efetiva do estudante na escola daquela que apenas conta nas estatísticas, exigindo que o aprender tenha sentido, que o sujeito seja reconhecido em sua história e que os conhecimentos adquiridos se conectem concretamente à vida. Os resultados indicam que a avaliação na EJA exige abordagem específica, sensível às trajetórias de vida dos estudantes, às suas condições sociais e econômicas e aos princípios da educação emancipatória. Conclui-se que, em Alagoas, a efetivação do direito à educação de jovens e adultos depende não apenas da oferta de vagas ou da redução formal da reprovação, mas da construção de práticas avaliativas humanizadas, contextualizadas e articuladas a condições institucionais que garantam permanência qualificada e aprendizagem de qualidade.

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Como Citar
OLIVEIRA, C. M. V. de; LISBOA, F. J. R. T.; FERREIRA, F. A. S. de S.; OLIVEIRA, J. S. A. de; BARBOSA, S. V.; HOLANDA, M. de S. AVALIAÇÃO ESCOLAR NA EJA EM ALAGOAS: INCLUSÃO ESTATÍSTICA, PERMANÊNCIA QUALIFICADA E OS LIMITES DA FLEXIBILIZAÇÃO DA REPROVAÇÃO. Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica, Brasil, v. 5, n. 24, 2026. DOI: 10.47402/remici.v5n246626. Disponível em: https://remici.com.br/index.php/revista/article/view/969. Acesso em: 21 out. 2026.
Seção
Artigos

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