PSICANÁLISE E LINGUAGEM: DO SIGNO À PRIMAZIA DO SIGNIFICANTE

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Cristiana Deluiz

Resumo

O artigo examina a relação entre psicanálise e linguagem a partir do retorno de Jacques Lacan aos fundamentos freudianos e de sua interlocução com a linguística estrutural. O objetivo é esclarecer como os conceitos saussurianos de língua, fala, signo, significante e significado são apropriados e subvertidos na teoria lacaniana. Adota-se uma revisão teórico-conceitual que compara a estrutura do signo em Saussure com o algoritmo lacaniano S/s e acompanha suas consequências para a concepção de inconsciente, sujeito e interpretação. A análise mostra que Lacan privilegia a fala e a autonomia relativa do significante, atribuindo à barra entre significante e significado o valor de resistência à significação. O sentido deixa de ser uma unidade anterior ao discurso e passa a ser compreendido como efeito provisório da articulação significante. Essa operação permite conceber o sujeito como efeito da linguagem, dividido e representado de um significante para outro. Conclui-se que a linguagem, embora constitua o laço e a experiência analítica, não pode dizer tudo: um resto real permanece fora da simbolização e mantém aberto o trabalho do desejo e da significação.

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Como Citar
DELUIZ, C. PSICANÁLISE E LINGUAGEM: DO SIGNO À PRIMAZIA DO SIGNIFICANTE. Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica, Brasil, v. 5, n. 24, 2026. DOI: 10.47402/remici.v5n24484826. Disponível em: https://remici.com.br/index.php/revista/article/view/1085. Acesso em: 21 out. 2026.
Seção
Artigos

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