AFETIVIDADE NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA PERSPECTIVA DE WALLON, PIAGET, PAULO FREIRE E INÉS MARÍA GÓMEZ-CHACÓN
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Resumo
Este trabalho investigou a afetividade no processo de ensino-aprendizagem a partir da teoria psicogenética de Henri Wallon, estabelecendo diálogos com as contribuições de Jean Piaget, Lev Vygotsky, Paulo Freire e Inés Maria Gómez-Chacón. A pesquisa, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, teve como objetivo analisar as contribuições wallonianas para a compreensão da afetividade como dimensão estruturante do desenvolvimento humano e suas implicações para a prática pedagógica. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica sistemática, com análise de conteúdo das obras de Wallon e de seus principais comentadores, organizando-se os dados em categorias analíticas: concepção de afetividade, estágios do desenvolvimento, relação afetividade-cognição, implicações pedagógicas e formação de professores. Os resultados evidenciam que, para Wallon, a afetividade integra-se indissociavelmente à cognição e à motricidade, constituindo a base da personalidade e do conhecimento. A análise dos estágios do desenvolvimento infantil revelou a importância de a prática pedagógica considerar as características específicas de cada fase, respeitando a alternância entre predomínios afetivos e cognitivos. A pesquisa demonstrou que a afetividade não é obstáculo, mas condição de possibilidade para a aprendizagem significativa, uma vez que atribui valor e significado às experiências de conhecimento. A qualidade das relações interpessoais em sala de aula influencia diretamente o engajamento, a motivação e o sucesso escolar. Conclui-se que a teoria walloniana oferece subsídios fundamentais para uma pedagogia que considere o sujeito aprendiz em sua totalidade, integrando aspectos afetivos, cognitivos, motores e sociais. A formação de professores deve incorporar competências socioemocionais que permitam ao educador atuar como mediador das relações afetivas em sala de aula. A educação que integra afetividade e cognição afirma-se como caminho para a formação de sujeitos autônomos, críticos e emocionalmente saudáveis.
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